sexta-feira, 11 de março de 2011
Tsunami forma redemoinho na costa do Japão
O violento tsunami iniciado pelo terremoto
de 8,9 pontos de magnitude desta sexta-feira formou um enorme redemoinho
próximo à costa leste do Japão.
As imagens aéreas mostram como o turbilhão arrasta
tudo, inclusive uma lancha, para o seu vértice.
Um especialista entrevistado pela BBC afirmou que o
fenômeno provavelmente foi provocado pel encontro das águas do tsunami com
alguma outra força, como uma forte corrente, por exemplo.
O alerta de tsunami foi extendido inicialmente
às Filipinas, Indonésia, Taiwan, à costa da Rússia no pacífico e ao Havaí.
O epicentro do terremoto foi a 400 quilômetros da
capital Tóquio, numa profundidade de mais de 30 km.
O tremor, considerado o maior da história do país,
aconteceu às 14h46m no horário local, 2h46m, em Brasília.
Terremoto no Japão é 7º mais forte da história
O terremoto
de magnitude 8,8 ocorrido nesta sexta-feira no Japão já é considerado o sétimo
mais intenso já registrado na história, de acordo com dados do governo dos
Estados Unidos.
Segundo informações do
programa de ameaça de terremotos da agência geológica americana (USGS, na sigla
em inglês), o mais forte terremoto da história ocorreu em 22 de maio de 1960,
em Valdívia (Chile), com magnitude 9,5.
Este tremor matou 2 mil
pessoas e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram do
mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros
países banhados pelo Oceano Pacífico.
O segundo maior terremoto
já registrado ocorreu no Alasca (EUA), em 27 de março 1964: um abalo de
magnitude 9,2 fez 15 vítimas fatais e gerou um tsunami que matou outras 128
pessoas. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul do Alasca.
A ilha de Sumatra, na
Indonésia, registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1,
causando um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países da região. O tremor
ocorreu a 30 quilômetros de profundidade no Oceano Índico.
Em 4 de novembro de 1952,
um abalo de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo oeste da Rússia,
gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando prejuízos financeiros
de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima fatal.
Também de magnitude 9,0,
dois grandes terremotos abalaram a região de Arica, fronteira entre Peru e
Chile, em 13 de agosto de 1868. Diversas cidades foram afetadas pelas ondas
causadas pelo tremor, que vitimou cerca de 25 mil pessoas.
Outro terremoto de
magnitude 9,0 ocorreu em 26 de janeiro de 1700 em uma região de cerca de 1.000
km na costa noroeste da América do Norte, entre os Estados Unidos e o Canadá. O
tsunami que se seguiu chegou até o Japão. Não há estimativa de vítimas.
Em sétimo lugar, fica o
tremor de magnitude 8,8 (segundo medição da Agência Meteorológica do Japão) que
atingiu o Japão por volta das 15h (horário local) de 11 de março de 2011. O
epicentro foi na costa próxima à província de Miyagi, a 373 km de Tóquio.
Dois terremotos na história
tiveram medida uma magnitude de 8,8. Um ocorreu no Chile, em 27 de fevereiro de
2010, matando mais de 800 pessoas e deixando cerca de 20 mil desabrigados. O
epicentro foi a região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.
O outro atingiu a costa
entre o Equador e a Colômbia em 31 de janeiro de 1906, matando entre 500 e 1,5
mil pessoas. O tremor chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.
Três terremotos já foram
registrados com magnitude 8,7: Em 1º de novembro de 1755, um tremor de
magnitude 8,7 destruiu Lisboa, matando cerca de 70 mil pessoas.
Já em 4 de fevereiro de
1965, um tremor também de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA),
gerando um tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar
disto, o abalo causou poucos danos.
Em 8 de julho de 1730, um
terremoto de igual magnitude atingiu Valparaíso (Chile), gerando um tsunami e
causando danos em diversas cidades da costa, mas causando poucas mortes.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Núcleo da Terra gira mais devagar do que se pensava até agora
Um grupo de geofísicos descobriu que o núcleo da Terra gira mais devagar do que se acreditava previamente, afetando o campo magnético, indica um artigo publicado na revista "Nature Geoscience".
O estudo desenvolvido pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge (Reino Unido) detalha que o núcleo do planeta se move mais lentamente do que o grau anual anteriormente considerado, e a velocidade de rotação é inferior a um grau a cada um milhão de anos.
O núcleo interno da Terra cresce mais devagar na medida em que o fluido externo vai se solidificando sobre a superfície do núcleo externo, afirma a pesquisa de Lauren Waszek, e a diferença na velocidade hemisférica leste-oeste deste processo fica congelada na estrutura do núcleo interno.
"Descobrimos que a velocidade de rotação provém da evolução da estrutura hemisférica, e assim demonstramos que os hemisférios e a rotação são compatíveis", explica Waszek.
Até agora, assinalou a cientista, este era um importante problema para a geofísica. "As rápidas velocidades de rotação eram incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno, não permitiam tempo suficiente para que as diferenças congelassem a estrutura."
Para obter estes resultados, os cientistas utilizaram ondas sísmicas que cruzaram o núcleo interno, 5.200 quilômetros abaixo da superfície da Terra, e as compararam com o tempo de viagem das ondas refletidas na superfície do núcleo.
Posteriormente, observaram as diferenças na rotação dos hemisférios leste e oeste, e comprovaram que giram de maneira consistente em direção a leste e para dentro, por isso que a estrutura mais profunda é a mais velha.
A descoberta é importante porque o calor produzido durante a solidificação e o crescimento do núcleo interno dirige a convecção do fluido nas camadas externas do núcleo.
Os fluxos de calor são os que encontram os campos magnéticos, que protegem a superfície terrestre da radiação solar e sem os quais não haveria vida na Terra.
Waszek disse sobre os resultados: "Eles presentam uma perspectiva adicional para compreender a evolução do nosso campo magnético."
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
Cientistas acham "dinossauro chutador"
Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro --batizada de Brontomerus mcintoshi.
O nome em latim significa "coxas de trovão" e é uma homenagem às pernas traseiras, capazes de disparar chutes fortes.
Os ossos do Brontomerus foram descobertos na década de 90 em Utah, nos Estados Unidos.
Eles estavam numa pedreira e tinham sido vandalizados por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinham valor comercial.
Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, no Reino Unido, decidiu examiná-los mais detalhadamente.
O estudioso afirma que a parte superior do osso do quadril é muito maior que o de outros saurópodes. Segundo ele, isso o levou a deduzir que ele teria muitos músculos até em cima.
O Brontomerus então teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes. Por isso, o Taylor acredita que inicialmente, os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Concurso na internet batiza perigosa espécie de água-viva
O corpo em forma de cubo translúcido é elegante, os tentáculos com listras alaranjadas chamam a atenção. Mas não é nada aconselhável se aproximar da água-viva Tamoya ohboya, que acaba de receber oficialmente seu nome científico.
Dois dos "padrinhos" são os biólogos brasileiros Antonio Marques e André Morandini, do Departamento de Zoologia da USP.
O corpo em forma de cubo translúcido é elegante, os tentáculos com listras alaranjadas chamam a atenção. Mas não é nada aconselhável se aproximar da água-viva Tamoya ohboya, que acaba de receber oficialmente seu nome científico.
Dois dos "padrinhos" são os biólogos brasileiros Antonio Marques e André Morandini, do Departamento de Zoologia da USP.
PARA O POVO
Para isso, a equipe convidou as pessoas a sugerirem nomes científicos para o invertebrado marinho no site "Ano da Ciência de 2009", nesse ano.
Os internautas submeteram mais de 300 nomes ao site, reduzidos pelos cientistas para uma lista dos sete mais interessantes, que então passaram pelo crivo de uma votação na internet.
"O nome que ganhou eu particularmente não apreciei, mas tinha de aceitar, né?", brinca Marques.
Como o nome do gênero do bicho, o Tamoya, já era conhecido (há outra medusa do gênero, a T. haplonema, na costa do Brasil), a escolha foi só para o nome da espécie.
O vencedor foi ohboya, de "Oh boy!" (algo como "Ih, rapaz!"), exclamação ligada tanto à beleza quanto ao perigo representado pelo animal. "Para mim soa excessivamente gringo", diz o biólogo.
A T. ohboya é relativamente rara e parece ser uma criatura solitária, de hábitos diurnos, embora haja incerteza sobre seu estilo de vida.
Ela se diferencia de seus parentes próximos pelas faixas castanhas e alaranjadas nos tentáculos e pela estrutura de seus nematocistos, o órgão responsável pela "picada". "É a seringa da medusa", compara Marques.
Imagem detalhada de vírus HIV ganha concurso científico
Um modelo em 3-D do vírus HIV, responsável pela Aids, é uma das imagens vencedoras -- ficou em primeiro lugar na categoria Ilustração-- do concurso organizado por dois nomes conceituados ligados à ciência, a revista "Science" e a NSF (National Science Foundation).
As plataformas aceitas para concorrer ao concurso 2010 International Science and Engineering Visualization Challenge incluíram fotografias, gráficos, ilustrações e vídeos que retratassem a ciência como uma forma de arte.
Além do vírus HIV, foram selecionados trabalhos que retratam uma camada formada por moléculas, um tricoma foliar que existe em tomates e a aplicação da nanotecnologia.
A edição da "Science" desta sexta-feira apresenta reportagem completa sobre os melhores trabalhos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Imagens reforçam tese de que cobras tinham patas no passado
Imagens tridimensionais de raios-X ultranítidas de um fóssil de 95
milhões de anos, encontrado no Líbano, lançaram luz sobre como as cobras
evoluíram de lagartos com patas, anunciaram cientistas em um estudo
publicado no "Jornal de Paleontologia de Vertebrados", na quarta-feira.
O fóssil de Eupodophis desouensi, medindo 50 centímetros, revela
uma pequena pata posterior presa à pélvis do animal. Ela estava
enterrada debaixo de seu corpo e só se tornou visível graças à nova
técnica.
A descoberta reforça teorias segundo as quais as cobras teriam evoluído
dos lagartos, até que finalmente perderam os membros totalmente, após
terem sido bem-sucedidas em habitats onde rastejar ou deslizar lhes deu
uma vantagem.
As novas imagens mostram que o E. desouensi, neste momento do período Cretáceo, estava no meio do caminho desta mudança.
A pata residual aparece dobrada em sua articulação, com vestígios de ossos do pé ou de dedos.
A imagem foi obtida mediante uma técnica denominada laminografia de
síncrotron, que usa raios X de alta resolução para sondar abaixo da
superfície e identificar detalhes de até alguns milionésimos de metros
de comprimento.
Foi feita uma rotação de 360 graus no fóssil enquanto este foi
escaneado, o que forneceu uma imagem tridimensional similar à popular
tomografia computadorizada empregada em hospitais.
O E. desouensi foi descoberto há dez anos e causou comoção na
época porque uma pequena pata traseira com apenas dois centímetros de
comprimento foi encontrada na superfície do fóssil. Especialistas
ponderaram, durante muito tempo, se uma segunda pata traseira poderia
ser vista.
Não há vestígios de patas dianteiras, o que indica que estes membros já tinham sido eliminados, sob pressão da evolução.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Novas rãs são encontradas em Madagáscar; veja fotos
Fotos de novas espécies de rãs que vivem em Madagáscar foram divulgadas nesta terça-feira pela Universidade Técnica de Brunswick (Alemanha).
A descoberta é do especialista em anfíbios Miguel Vences que, com outro colega, tem um histórico de ter encontrado uma centena de novos tipos.
A universidade divulgou duas fotos. A da rã da espécie Boophis sandrae e de outra da Boophis Tsilomaro.
Rã da espécie "Boophis sandrae"
Rã da espécie "Boophis Tsilomaro"
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Bactérias com 34 mil anos são reanimadas em experimento
Um complexo ecossistema de bactérias devoradoras de sal sobrevive há 34
mil anos em fluidos no interior de minerais de Death Valley e Saline
Valley, no estado da Califórnia (EUA).
A halita, como se denomina o mineral formado por cristais de cloreto de
sódio, tem sido o lar dessas bactérias, procariotas e eucariotas,
durante dezenas de milhares de anos. A pesquisa consta na edição de
janeiro da revista da Sociedade Geológica Americana, "GSA Today".
De acordo com o principal autor do texto, o cientista Brian A. Schubert,
do Departamento de Estudos Geológicos da Universidade do Estado de Nova
York, as bactérias estavam vivas. Mas a vida delas era limitada à
sobrevivência pois não usam energia para nadar nem se reproduzir.
A base de sua sobrevivência é um organismo unicelular, chamado alga
Dunaliella, presente em muitos sistemas salinos. Esse organismo produz
carvão e outros metabolitos que servem de sustento às bactérias.
Assim, os organismos podem sobreviver, durante períodos imprevisíveis, flutuando em fluidos no interior dos minerais.
"A parte mais emocionante (da pesquisa) foi quando pudemos identificar
as células de Dunaliella nos cristais, porque eram indícios de que
poderia haver uma fonte de alimento", explicou Schubert ao site Our
Amazing World.
O rápido crescimento dos cristais de sal, que envolvem todos os fluidos
em pequenas bolhas de ar protegidas em seu interior, é outra das razões
da surpreendente longevidade das bactérias, aponta o estudo.
Texto daptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Paleontólogos acham pequeno dino chifrudo na Coreia do Sul
O fóssil de um novo tipo de dinossauro minúsculo, com pequenos chifres,
foi encontrado na Coreia do Sul. É o primeiro desse tipo na área, onde
tais descobertas são raras, segundo cientistas. O animal foi batizado
com o nome latino de Koreaceratops hwaseongensis.
O achado está ajudando pesquisadores a resolver o mistério de como
dinossauros com chifres evoluíram de pequenas criaturas da Ásia para
grandes dinossauros, como os Triceratops, que andavam pela América do Norte.
"Fósseis de dinossauros não têm sido facilmente encontrados nessa
região, embora evidências de ovos e pegadas de dinossauros ocorram mais
frequentemente", disse Michael Ryan, curador e diretor de paleontologia
de vertebrados no Museu de História Natural de Cleveland e coautor da
pesquisa. Segundo ele, a espécie é significativa porque preenche um
intervalo de 20 milhões de anos entre a origem desses dinossauros na
Ásia e sua primeira aparição na América do Norte.
Cientistas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão acreditam que
o animal tenha vivido há cerca de 103 milhões de anos atrás. O
Koreaceratops tinha cerca de 1,67 m de altura e pesava entre 27 kg e 45
kg. A espécie era bem menor do que o gigante Triceratops, que perambulava pela América do Norte e pesava 5,9 toneladas.
A criatura tinha um bico similar ao de um papagaio em uma mandíbula com
muitos dentes. O animal também possuía uma cauda longa que pode tê-lo
ajudado a nadar. "Eles podem ter usado a cauda também para
reconhecimento de espécies ou seleção sexual", acrescentou Ryan.
Segundo Ryan, os animais chegaram da América do Norte à Ásia através de uma longa e lenta caminhada.
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
sábado, 4 de dezembro de 2010
Descoberta de bactéria sugere que base da vida pode ser variável Universo afora
Entre tantas cenas memoráveis de "ET - O Extraterrestre", do velho
Spielberg, há uma que comove os corações mais nerds: descobre-se que o
pequeno alienígena tem DNA, mas com seis "letras" químicas, em vez de
quatro, como ocorre na Terra.
A descoberta anunciada na quinta-feira pela Nasa talvez seja ainda mais radical que a do filme. Não é todo dia que um elemento químico antes barrado no seleto grupo de átomos cruciais para a vida acaba passando no teste --caso do "venenoso" arsênio.
e fato, as implicações disso têm um quê de ficção científica --uma
das especulações mais comuns entre os autores do ramo é que certos ETs
tenham silício no lugar de carbono em suas moléculas. A grande questão é
saber se a química da vida é contingente ou necessária.
Em termos menos filosóficos: se o DNA, as proteínas e outras moléculas
biológicas são do jeito que são por causa da maneira particular, casual,
pela qual a vida evoluiu por aqui ou se as características delas são
essenciais para qualquer ser vivo, em qualquer canto do Universo.
No segundo caso, achar vida fora da Terra depende essencialmente de
achar outras "Terras" pelo Cosmos. A lenga-lenga de sempre: planetas com
água no estado líquido, atmosferas relativamente espessas, rochosos
etc. Mas a bactéria do lago Mono pode indicar um Universo bem mais
fértil do que se poderia esperar.
Afinal, se a química da vida terráquea é versátil a ponto de trocar um
átomo dito essencial por um "primo" na tabela periódica, deixa de ser
absurdo cogitar que outras situações como essa estejam acontecendo
dentro ou fora do Sistema Solar.
Que tais coisas aconteçam neste planeta é um tributo a outra frase de
Spielberg, em "Parque dos Dinossauros": "Life finds a way" ("a vida dá
um jeito").
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
sábado, 27 de novembro de 2010
Listras de Júpiter desaparecidas estão voltando, diz agência espacial americana
Novas imagens da Nasa (agência espacial norte-americana) mostram que uma
das listras de Júpiter que havia desaparecido no início do ano dá
sinais de que está voltando. As observações vão ajudar cientistas a
entender melhor a interação entre os ventos de Júpiter e a química das
nuvens.
No começo do ano, astrônomos amadores notaram que uma longa listra de
cor marrom escura --conhecida como Cinturão Equatorial Sul (SEB, na
sigla em inglês) e localizada ao sul de Júpiter-- havia se tornado
branca.
No início deste mês, o astronomo amador Christopher Go das Filipinas
achou um ponto brilhante na área branca que antes era escura. Esse
fenômeno atraiu o interesse de cientistas do Laboratório de Jato de
Propulsão (JPL) da Nasa.
Depois de muitas observaçoes feitas no Hawaí, os cientistas agora acreditam que a área escura está reaparecendo.
"A razão pela qual Júpiter parece ter perdido essa faixa, se camuflando
entre as áreas de faixas brancas que ficam em volta, é que os
costumeiros ventos decantados que são secos e mantêm a região sem nuvens
cessaram", disse Glenn Orton, cientista da JPL.
"Uma das coisas que estávamos procurando através do infravermelho era
uma evidência de que o material escuro emergindo ao lado do ponto
brilhante era realmente o começo da 'limpeza' na camada de nuvens, e foi
exatamente isso que vimos", completou.
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
sábado, 20 de novembro de 2010
Cão pode ser chave para entender distrofia muscular, revela estudo da USP
"Não é possível, esse cachorro não tem nada! Olha como ele corre",
espantou-se Anderson Oliveira, 14, ao conhecer Ringo, um golden
retriever de sete anos.
O cachorro tem distrofia muscular, mesma doença degenerativa que tirou
os movimentos do jovem. Contrariando todos os padrões de evolução da
moléstia, o animal não tem problemas para se movimentar.
Testes em laboratório revelaram que ele é capaz de pular, correr e andar quase tão bem quanto um animal sem distrofia muscular.
Para os cientistas, essa é a primeira vez que um cão com total ausência
de distrofina --proteína que contribui para a firmeza das fibras
musculares e cuja ausência causa a distrofia-- consegue manter
atividades físicas em níveis tão intensos.
Por conta disso, um time de pesquisadores da USP agora esquadrinha cada
detalhe de seu DNA, em busca de uma pista do que poderia estar
provocando a resistência aos efeitos da doença.
Também estudando cães, a mesma equipe acaba de testar com sucesso o uso
de células-tronco para fortalecer os músculos afetados pela distrofia.
Nesse aspecto, os bichos também são cruciais.
"A distrofia dos cachorros é causada por um defeito no mesmo gene que
causa a distrofia de Duchenne [tipo mais comum e mais grave da doença]
em seres humanos. Se nós formos capazes de curar esses animais, então
nós também curaremos os meninos", disse à Folha a geneticista Mayana
Zatz.
A cientista dirige o Centro de Estudos do Genoma Humano, que realiza o mapeamento genético de Ringo.
Ele e outros 16 golden retrievers fazem parte do projeto Genocão, um
canil na USP onde efeitos e tratamentos da distrofia são estudados.
Conhecida como GRMD (sigla para distrofia muscular do golden retriever, em inglês), a doença é relativamente comum nessa raça.
Ela é provocada por um defeito num gene do cromossomo X, assim como a distrofia dos seres humanos.
Cientistas veem indícios de que o "segredo" de Ringo também possa estar
ligado a uma alteração nesse cromossomo. Isso porque o cachorro
conseguiu passar adiante essa "proteção" para pelo menos um de seus
filhotes.
A singularidade de Ringo fez com que ele virasse uma espécie de
celebridade entre os geneticistas do mundo todo. A história já foi
abordada em diversos congressos e apresentada em periódicos científicos
internacionais.
Apesar da aura promissora, os pesquisadores daqui também pedem cautela quanto ao resultados dos estudos com o animal.
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
Astrônomos da Alemanha encontram planeta vindo de outra galáxia
Nem mesmo a Via Láctea está livre dos penetras. Astrônomos europeus
acabam de encontrar um planeta vindo de outra galáxia bem na nossa
vizinhança cósmica.
Embora a "pancadaria" sideral, com direito a colisões e até fusões entre
várias galáxias, não seja novidade para os cientistas, essa foi a
primeira vez que eles encontraram um planeta que tenha sobrevivido a
tais pancadas.
Batizado de HIP 13044 b, o objeto foi detectado com o auxílio de um
supertelescópio no Chile. O intruso fica a cerca de 2.000 anos-luz da
Terra e é um gigante. Tem pelo menos 1,25 vez o tamanho de Júpiter, que é
o maior planeta do Sistema Solar.
Mas como os autores do estudo, que sairá em edição futura da revista
"Science", sabem que o planeta não é "nativo" da Via Láctea? Eles
chegaram a essa conclusão baseados na estrela que ele orbita: a HIP
13044.
O astro fica em uma região distante da Via Láctea conhecida como
corrente Helmi. Nesse local, as estrelas têm parâmetros orbitais bem
particulares, que são diferentes dos da maioria das outras estrelas na
vizinhança do Sol.
Para os pesquisadores, isso indica que elas faziam parte de uma galáxia
que foi engolida pela Via Láctea entre cerca de 6 bilhões e 9 bilhões de
anos atrás.
Na opinião dos cientistas, é uma surpresa das grandes que o planeta
tenha sobrevivido à fase de expansão de sua estrela, uma gigante
vermelha -estágio em que certas estrelas muito antigas ficam "inchadas",
quando seu combustível nuclear começa a se tornar escasso.
"A descoberta é intrigante se considerarmos o futuro distante do nosso
próprio Sistema Solar, em que esperamos que o Sol também se torne uma
gigante vermelha daqui a 5 bilhões de anos", disse Johny Setiawan, um
dos autores do trabalho, do Instituto Max Planck de Astronomia
(Alemanha).
O fato de a HIP 13044 ser pobre em metais --com apenas 1% do que existe
no nosso Sol, por exemplo-- pode provocar uma reviravolta nas principais
teorias de desenvolvimento planetário.
De acordo com elas, existe uma relação direta entre a composição química das estrelas e a quantidade de planetas em seu entorno.
Nesse caso, quanto mais metais existirem na estrela, mais "filhotes" planetários ela acabaria tendo.
Nos últimos 20 anos, os pesquisadores investiram pesado na descoberta de
planetas fora do Sistema Solar --hoje, são mais de 500. Nenhum, porém,
orbitava uma estrela com tão pouco metal.
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
Experimento liga forma de autismo a DNA saltador
Os trechos de DNA apelidados pelos cientistas de "genes saltadores" --
capazes de copiar a si próprios para outros pedaços do genoma de um
indivíduo -- estão relacionados a uma forma grave de autismo
hereditária.
A descoberta, descrita hoje pelo grupo do biólogo
brasileiro Alysson Muotri em estudo na revista "Nature", foi feita num
experimento que produziu neurônios dos portadores da doença a partir de
amostras de pele.
O trabalho é o segundo artigo de impacto assinado por Muotri, professor
da Universidade da Califórnia em San Diego, em menos de uma semana. Seis
dias atrás, o cientista divulgou estudo mostrando como os neurônios
"autistas" têm problemas para se interconectarem. Agora, ele relaciona o
autismo a uma instabilidade genética, pois os chamados retrotransposons
-- os "genes saltadores" -- podem bagunçar o DNA de uma célula e
alterar seu funcionamento.
Para reproduzir o neurônios autistas em culturas de células dentro de um
pires de laboratório, Muotri usou a mesma técnica nos dois trabalhos.
Seu grupo fez células de pele adultas reverterem a um estado primitivo,
similar ao de um tecido embrionário, e depois as estimulou a se
desenvolverem assumindo a forma de neurônios.
Essa ferramenta usada no experimento, as células iPS (células-tronco de
pluripotência induzida), revelou-se perfeita para estudar a doença, pois
não seria possível extrair amostras de células vivas do cérebro de uma
pessoa para entender seu desenvolvimento.
ntes do experimento com as células iPS, Muotri já tinha obtido
resultado similar usando camundongos transgênicos, portadores da mutação
no gene estudado. "Criamos um modelo de cérebro tridimensional e
descobrimos que as regiões do cérebro com maior número de neurônios
afetados eram regiões relacionadas com os fenótipos [traços físicos] da
síndrome de Rett", conta o cientista.
Muotri, porém, afirma que ainda é cedo para dizer o que é causa e o que é
consequência no estudo de pacientes de autismo. "A gente confirmou que
existem mais retrotransposons atuando no cérebro desses crianças, mas
nós não temos ainda como estabelecer causalidade", diz. "Pode ser que
eles não estejam causando o autismo. Pode ser que estejam contribuindo
para algumas formas de autismo, apenas."
Segundo o pesquisador, porém, a descoberta abre caminho para que se
teste estratégias diferentes de tratamento no futuro. Medicamentos
normalmente usados para atacar vírus (inibindo a cópia e multiplicação
de DNA) poderiam eventualmente deter a proliferação desenfreada dos
genes saltadores.
A ação dos retrotransposons no cérebro humano, contudo, pode não ser
totalmente maléfica. O efeito benéfico, especula Muotri, seria o de
conferir diversidade e complexidade aos neurônios, permitindo que a
mente humana se estruture de maneira tão sofisticada. Talvez por isso a
evolução os tenha preservado, apesar dos riscos.
Testo adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Médicos britânicos tratam vítima de derrame com células-tronco
Médicos britânicos injetaram células-tronco no
cérebro de um paciente vítima de derrame, como parte de um estudo para
descobrir um novo tratamento para a doença.
O homem idoso, que não apresentava melhora em seu
estado de saúde havia muitos anos, é a primeira pessoa no mundo a receber o
tratamento experimental, que envolve 12 pacientes do Southern General Hospital,
em Glasgow, na Escócia.
Ele recebeu uma injeção com uma pequena dose de
células-tronco no último fim de semana, já recebeu alta e, segundo os médicos,
passa bem.
O objetivo do teste inédito é garantir que o
procedimento seja seguro para os pacientes.
Durante o próximo ano, outras vítimas de derrame
cerebral receberão doses progressivamente maiores, ainda para descobrir se o
tratamento não apresenta altos riscos.
Os médicos também examinarão os pacientes para
verificar se as células-tronco conseguiram restaurar as células do cérebro e se
o estado de saúde deles melhorou.
O tratamento experimental recebeu críticas porque
usou células cerebrais de fetos para gerar as células-tronco, mas os criadores
do projeto alegam ter recebido aprovação ética do órgão regulador da medicina
no Reino Unido e dizem que apenas um pequeno número de fetos foi usado nos
primeiros estágios da pesquisa e agora eles não seriam mais necessários.
O primeiro grupo de pacientes a receber o
tratamento experimental é formado por homens acima de 60 anos que não
apresentaram melhora de seus sintomas ao longo de vários anos.
Ter um grupo de pacientes com critérios tão
limitados permite que médicos e cientistas comparem melhor qualquer avanço em
seu estado de saúde, mesmo nos estágios iniciais da pesquisa.
Se os testes obtiverem bons resultados, os
cientistas pretendem levar adiante estudos envolvendo grupos maiores de
pacientes, daqui a dois anos.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/bbc
domingo, 14 de novembro de 2010
Ibama multa Natura em R$ 21 milhões por uso ilegal da flora
O Ibama multou em R$ 21 milhões a Natura, uma das maiores fabricantes
nacionais de cosméticos, por usar recursos da biodiversidade brasileira
sem autorização.
Segundo o site Ig, as multas fazem parte de um pacote de autuações de R$
100 milhões, aplicado a várias empresas nacionais e estrangeiras e
resultado de investigação do Ministério Público Federal do DF.
A Natura pertence a Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa
da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.
Segundo Rodolfo Guttilla, diretor de Assuntos Corporativos da Natura, a
empresa recebeu 64 autos de infração no último dia 3 e vai recorrer.
Guttilla diz que as multas se devem a "entendimentos diferentes" sobre o
processo de autorização para acesso a recursos genéticos.
O tema é regulado por uma Medida Provisória de 2001, que foi alvo de
críticas dos cientistas, mas que o Ministério do Meio Ambiente (MMA)
nunca conseguiu alterar.
Pela regra atual, qualquer acesso a espécies da fauna e da flora
brasileiras para pesquisa depende de uma autorização prévia do CGen
(Conselho de Gestão do Patrimônio Genético).
Para um produto ser colocado no mercado, é preciso além disso a anuência
do provedor (seja o governo ou uma comunidade tradicional ou indígena) e
um contrato de repartição de benefícios.
A Natura diz que 100% de seus produtos têm repartição de benefícios. Mas
diz que não pode esperar dois anos por uma autorização de pesquisa do
CGen. "Dois anos é o ciclo de vida de um produto no mercado", diz
Guttilla.
A situação, diz, ficou mais grave em 2007, quando o conselho, ligado ao
MMA, suspendeu a análise dos pedidos de pesquisa da Natura.
Uma das 64 multas se refere à pesquisa de aromas de uma planta coletada
dentro da fazenda da Natura em Cajamar (interior paulista).
"Estão extrapolando os limites da racionalidade econômica", reclamou.
Procurado pela Folha no começo da noite de ontem, o Ibama não se
manifestou. A assessoria de imprensa do órgão afirmou que não
conseguiria localizar ninguém para comentar o caso, por ser sexta-feira à
noite.
O presidente do CGen, Bráulio Dias, também não pôde ser localizado até o fechamento desta edição.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Brasil gasta como países desenvolvidos, mas não gera lucro com ciência
O Brasil já gasta tanto com ciência quanto a
Espanha ou a Itália, mas ainda está atrás de ambas na sua capacidade de
transformar esse dinheiro em resultados palpáveis.
Essa é a conclusão de um novo relatório da
Unesco, que é divulgado de cinco em cinco anos. Entre 2002 e 2008, os anos
utilizados como referência, o investimento em pesquisa no país passou de R$
25,5 bilhões para R$ 32,7 bilhões.
Esse foi um dos fatores que fizeram a produção
científica brasileira pular de 12 mil artigos científicos para 26 mil nesse período.
A outra causa, na opinião de Hugo Hollanders,
especialista holandês em inovação que é um dos responsáveis pelo relatório da
Unesco, foi a evolução da internet, especialmente da banda larga, que permitiu
a difusão mais rápida do conhecimento entre os pesquisadores dos países em
desenvolvimento.
"A ciência mundial era dominada por Europa,
Japão e EUA, mas o mundo está se tornando gradualmente multipolar. Coreia,
Brasil, China e Índia estão desenvolvendo as suas potencialidades, ainda que a
África continue atrasada em relação às outras regiões", disse Irina
Bokova, diretora-geral da Unesco.
A situação asiática, porém, é melhor do que a
brasileira. Hollanders lembra que "nos últimos cinco anos, muitos líderes
acadêmicos americanos e europeus têm recebido convites de trabalho e vultosos
orçamentos de pesquisa em universidades do Leste Asiático".
O grande problema do Brasil, porém, é escorregar
na hora de tirar a pesquisa da universidade e levá-la às empresas, diz o
relatório. Três quartos dos cientistas do país estão nas universidades, quase
sempre públicas -nos EUA, quase 80% deles trabalham na iniciativa privada.
Existem exceções, como a pesquisa tecnológica no
setor aeronáutico e no campo (o cultivo de soja e a produção de etanol, por
exemplo), mas, em geral, as empresas brasileiras investem relativamente pouco
em inovação.
Além disso, as empresas do país reclamam da falta
de trabalhadores qualificados, especialmente em áreas ligadas à engenharia.
Isso acontece porque o país começou a investir tarde em formação avançada.
Com universidades muito jovens (a Unicamp, por
exemplo, tem menos de 50 anos), o Brasil pode gastar até mais do que países
europeus (com universidades mais velhas que o Brasil), mas vai precisar esperar
alguns anos ainda até ter uma massa crítica de cientistas.
O consolo é que, entre a os países em
desenvolvimento, o Brasil vai bem. O resto da América Latina está
cientificamente estagnado. Na África, alguns países até crescem rapidamente,
como Angola e Nigéria, mas partindo de atividades pobres em pesquisa, como a
mera extração de petróleo com técnicas consagradas.
Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
Grilo bate recorde dos insetos por ter os maiores testículos
Se fosse humano, até poderia estar se gabando.
Mas, nesse caso específico, passou batido entre seus semelhantes o
reconhecimento de um grilo possuir os maiores testículos.
Os testículos do pequeno inseto representam 14%
de sua massa corporal. Se a mesma proporção fosse aplicada a um homem, seria o
equivalente a vários sacos de açúcar totalizando cerca de dez quilos.
O estudo, publicado na
revista "Biology Letters", é parte de uma investigação sobre as
consequências evolutivas sexuais e envolveu a análise de 21 tipos de grilos.
Com testículos maiores, os machos podem produzir
mais esperma e aumentar suas chances de passar seus genes para frente.
Essa mesma adaptação feita pelos grilos da
espécie Platycleis affinis é vista entre comunidades de chipanzés, em
que as fêmeas normalmente fazem sexo com todos do sexo oposto --para se
destacar, os machos se tornaram recordistas e acabaram desenvolvendo os maiores
testículos entre o grupo de grandes macacos.
Mas um dos pesquisadores aponta uma diferença
sobre os grilos estudados. Embora tenham testículos grandes, era baixa a
quantidade de esperma. "Nosso estudo mostra que temos que repensar algumas
suposições", disse o pesquisador Kames Gilbert, de Cambridge, sobre a
tendência de se pensar que machos desenvolvem testículos maiores quando vivem
em grupos com fêmeas promíscuas.
Segundo Gilbert, possivelmente a natureza dotou
esse grilo com grandes testículos e pouco esperma para permitir o acasalamento
sem reservas.
Essa especulação pode ter um fundo de razão. O
grilo estava pronto para ter outras relações sexuais depois de uma hora,
enquanto outras espécies com testículos menores demoraram até cinco dias para
se recuperarem.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















