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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cientistas acham "dinossauro chutador"

Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro --batizada de Brontomerus mcintoshi.
O nome em latim significa "coxas de trovão" e é uma homenagem às pernas traseiras, capazes de disparar chutes fortes.
Os ossos do Brontomerus foram descobertos na década de 90 em Utah, nos Estados Unidos.
Eles estavam numa pedreira e tinham sido vandalizados por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinham valor comercial.
Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, no Reino Unido, decidiu examiná-los mais detalhadamente.
O estudioso afirma que a parte superior do osso do quadril é muito maior que o de outros saurópodes. Segundo ele, isso o levou a deduzir que ele teria muitos músculos até em cima.
O Brontomerus então teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes. Por isso, o Taylor acredita que inicialmente, os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Imagens reforçam tese de que cobras tinham patas no passado

Imagens tridimensionais de raios-X ultranítidas de um fóssil de 95 milhões de anos, encontrado no Líbano, lançaram luz sobre como as cobras evoluíram de lagartos com patas, anunciaram cientistas em um estudo publicado no "Jornal de Paleontologia de Vertebrados", na quarta-feira.

O fóssil de Eupodophis desouensi, medindo 50 centímetros, revela uma pequena pata posterior presa à pélvis do animal. Ela estava enterrada debaixo de seu corpo e só se tornou visível graças à nova técnica.

A descoberta reforça teorias segundo as quais as cobras teriam evoluído dos lagartos, até que finalmente perderam os membros totalmente, após terem sido bem-sucedidas em habitats onde rastejar ou deslizar lhes deu uma vantagem.

As novas imagens mostram que o E. desouensi, neste momento do período Cretáceo, estava no meio do caminho desta mudança.

A pata residual aparece dobrada em sua articulação, com vestígios de ossos do pé ou de dedos. 

 A imagem foi obtida mediante uma técnica denominada laminografia de síncrotron, que usa raios X de alta resolução para sondar abaixo da superfície e identificar detalhes de até alguns milionésimos de metros de comprimento.

Foi feita uma rotação de 360 graus no fóssil enquanto este foi escaneado, o que forneceu uma imagem tridimensional similar à popular tomografia computadorizada empregada em hospitais.

O E. desouensi foi descoberto há dez anos e causou comoção na época porque uma pequena pata traseira com apenas dois centímetros de comprimento foi encontrada na superfície do fóssil. Especialistas ponderaram, durante muito tempo, se uma segunda pata traseira poderia ser vista.

Não há vestígios de patas dianteiras, o que indica que estes membros já tinham sido eliminados, sob pressão da evolução.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Novas rãs são encontradas em Madagáscar; veja fotos


Fotos de novas espécies de rãs que vivem em Madagáscar foram divulgadas nesta terça-feira pela Universidade Técnica de Brunswick (Alemanha).
A descoberta é do especialista em anfíbios Miguel Vences que, com outro colega, tem um histórico de ter encontrado uma centena de novos tipos.
A universidade divulgou duas fotos. A da rã da espécie Boophis sandrae e de outra da Boophis Tsilomaro. 
Rã da espécie "Boophis sandrae"

Rã da espécie "Boophis Tsilomaro"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Paleontólogos acham pequeno dino chifrudo na Coreia do Sul

O fóssil de um novo tipo de dinossauro minúsculo, com pequenos chifres, foi encontrado na Coreia do Sul. É o primeiro desse tipo na área, onde tais descobertas são raras, segundo cientistas. O animal foi batizado com o nome latino de Koreaceratops hwaseongensis. 

O achado está ajudando pesquisadores a resolver o mistério de como dinossauros com chifres evoluíram de pequenas criaturas da Ásia para grandes dinossauros, como os Triceratops, que andavam pela América do Norte. 

"Fósseis de dinossauros não têm sido facilmente encontrados nessa região, embora evidências de ovos e pegadas de dinossauros ocorram mais frequentemente", disse Michael Ryan, curador e diretor de paleontologia de vertebrados no Museu de História Natural de Cleveland e coautor da pesquisa. Segundo ele, a espécie é significativa porque preenche um intervalo de 20 milhões de anos entre a origem desses dinossauros na Ásia e sua primeira aparição na América do Norte. 

Cientistas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão acreditam que o animal tenha vivido há cerca de 103 milhões de anos atrás. O Koreaceratops tinha cerca de 1,67 m de altura e pesava entre 27 kg e 45 kg. A espécie era bem menor do que o gigante Triceratops, que perambulava pela América do Norte e pesava 5,9 toneladas. 

A criatura tinha um bico similar ao de um papagaio em uma mandíbula com muitos dentes. O animal também possuía uma cauda longa que pode tê-lo ajudado a nadar. "Eles podem ter usado a cauda também para reconhecimento de espécies ou seleção sexual", acrescentou Ryan. 

Segundo Ryan, os animais chegaram da América do Norte à Ásia através de uma longa e lenta caminhada.

 Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Descoberta de bactéria sugere que base da vida pode ser variável Universo afora


 Entre tantas cenas memoráveis de "ET - O Extraterrestre", do velho Spielberg, há uma que comove os corações mais nerds: descobre-se que o pequeno alienígena tem DNA, mas com seis "letras" químicas, em vez de quatro, como ocorre na Terra.

A descoberta anunciada na quinta-feira pela Nasa talvez seja ainda mais radical que a do filme. Não é todo dia que um elemento químico antes barrado no seleto grupo de átomos cruciais para a vida acaba passando no teste --caso do "venenoso" arsênio. 


e fato, as implicações disso têm um quê de ficção científica --uma das especulações mais comuns entre os autores do ramo é que certos ETs tenham silício no lugar de carbono em suas moléculas. A grande questão é saber se a química da vida é contingente ou necessária.

Em termos menos filosóficos: se o DNA, as proteínas e outras moléculas biológicas são do jeito que são por causa da maneira particular, casual, pela qual a vida evoluiu por aqui ou se as características delas são essenciais para qualquer ser vivo, em qualquer canto do Universo.

No segundo caso, achar vida fora da Terra depende essencialmente de achar outras "Terras" pelo Cosmos. A lenga-lenga de sempre: planetas com água no estado líquido, atmosferas relativamente espessas, rochosos etc. Mas a bactéria do lago Mono pode indicar um Universo bem mais fértil do que se poderia esperar.

Afinal, se a química da vida terráquea é versátil a ponto de trocar um átomo dito essencial por um "primo" na tabela periódica, deixa de ser absurdo cogitar que outras situações como essa estejam acontecendo dentro ou fora do Sistema Solar.

Que tais coisas aconteçam neste planeta é um tributo a outra frase de Spielberg, em "Parque dos Dinossauros": "Life finds a way" ("a vida dá um jeito").

Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nova espécie de macaco espirra em dias chuvosos

A descoberta de uma nova espécie animal é um acontecimento por si só. Mas o mais novo membro do grupo chama a atenção pela peculiar anatomia: o nariz voltado para cima faz com que ele espirre em dias de chuva. 

A descoberta, feita por uma equipe internacional de primatólogos, será noticiada pela "American Journal of Primatology". 

Caçadores que viram o animal antes do início das expedições de busca disseram que ele tinha lábios proeminentes e narinas voltadas para o alto. 

O pesquisador Thomas Geissmann descreve o primata como tendo corpo negro e pelos brancos nas áreas da orelha, queixo e órgãos sexuais. Já o comprimento do rabo supera o próprio corpo do bicho: é 140% maior. 

O novo achado agora reconhecida pela ciência recebeu o nome de Rhinopithecus strykeri, uma homenagem a Jon Stryker, presidente e fundador da Fundação Arcus, que apoia o projeto. O animal já era conhecido em Mianmar e era chamado pelo nome de "nwoah mey", ou o mesmo que "macaco com rosto voltado para cima". 

Segundo a população local, os animais são fáceis de encontrar em dias de chuva, já que provoca espirros. Por causa da característica peculiar, eles costumam sentar com suas cabeças entre as pernas para evitar que a água entre diretamente para as narinas. 

Espécies de macacos com nariz chato são encontradas também na China e no Vietnã, e todos estão classificados como em extinção. 

Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bichos 'congelados' em âmbar ajudam a contar história da Índia

Insetos preservados nos mínimos detalhes em âmbar, encontrados em Gujarat, oeste da Índia, ajudam a mostrar que o subcontinente indiano, no passado remoto, foi menos isolado do que se acreditava anteriormente.

Com cerca de 50 milhões de anos, o âmbar (grosso modo, seiva petrificada de árvores) é famoso pela capacidade de impedir a deterioração dos restos orgânicos que recobre, propriedade que foi explorada até na ficção pelos filmes da série "Parque dos Dinossauros". No caso, a equipe liderada por Jes Rust, da Universidade de Bonn, na Alemanha, conseguiu isolar mais de 100 espécies do interior das formações de âmbar de Gujarat, e encontrou associações surpreendentes entre os bichos indianos e os de outros continentes.

Acontece que, para muitos pesquisadores, a Índia teria passado cerca de 100 milhões de anos de isolamento, após se separar do supercontinente conhecido como Gondwana, do qual também fazia parte a América do Sul. O isolamento só teria terminado há 50 milhões de anos, quando a ilha-continente indiana trombou com a Ásia. 

No entanto, as espécies achadas no âmbar têm parentesco, por exemplo, com as do norte da Europa na mesma época, indicando que, na época em que houve o choque da Índia com a Ásia, já teriam acontecido outros contatos com continentes, quebrando o isolamento indiano. A pesquisa está na revista científica "PNAS". 

Texto adaptado de:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pesquisadores descobrem curioso dinossauro com corcova.

Alguns dinossauros tinham penas, outros, garras retráteis ou características únicas. Mas uma espécie recém-descrita é a primeira a ter uma corcova diferenciada. 
Os terópodes de 6 metros de comprimento e conhecidos como Concavenator corcovatus extintos no atual território da Espanha há cerca de 125 milhões de anos. Ao contrário da corcova gorda de camelos, esse dinossauro carnívoro tinha a sua feita de osso sólido. E, como uma sutil característica, as vértebras XI e XII eram cinco vezes mais altas que o topo do restante das parcelas centrais.
“O esqueleto fossilizado está quase completo e bastante preservado”, revelam os pesquisadores e autores da descrição, publicada on-line em 8 de setembro Nature. Foi tão bem conservado ao longo do tempo que a equipe, liderada por Francisco Ortega, da Universidade Nacional de Educação a Distância em Madri, também encontrou evidências de folículos no antebraço do animal, indicação de que teria ostentado pelo menos algumas penas ou outros elementos salientes.
Outros dinossauros tinham elevações pronunciadas em sua espinha, em forma de picos, como o Stegosaurus sp, o que poderia ter sido usado para dimorfismo, armazenamento de gordura ou controle de temperatura.
por Katherine Harmon
http://www2.uol.com.br/sciam/