sábado, 18 de setembro de 2010

"Savanização" da Amazônia.

Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas na Grã-Bretanha sugere que a Floresta Amazônica pode ser menos vulnerável a uma seca grave em consequência do aquecimento global do que se pensava anteriormente.
Porém os cientistas advertem que a rápida degradação da floresta tropical em função das mudanças climáticas provocadas pela ação humana permanece uma "possibilidade distinta" neste século.
Os cientistas pela primeira vez compararam simulações de dezenove Modelos Climáticos Globais com observações empíricas.
Suas principais conclusões foram:
  • Quase todos os modelos climáticos subestimam a quantidade atual de chuvas na Amazônia, porque não são capazes de identificar a peculiaridade da geografia da América do Sul.
  • Na parte oriental da Amazônia, atualmente úmida durante o ano todo, a floresta tropical pode se transformar em ‘florestas sazonais', com estações secas e estações úmidas.
  • Porém deve haver chuvas suficientes durante o ano para que a floresta não se transforme em savana (vegetação seca e rasteira).
  • A parte ocidental da Amazônia deve manter um clima e um padrão de chuvas condizente com a manutenção de uma floresta tropical, mas talvez não as margens mais secas ao norte e ao sul.
Outras projeções, incluindo as feitas pelo Painel do Clima da ONU, sugeriram que a parte oriental da Amazônia poderia ser gradualmente transformada em savana.

Este novo estudo adverte que apesar de as florestas sazonais serem bem mais resistentes a uma seca ocasional, elas também serão mais vulneráveis a incêndios, se o desmatamento e o uso generalizado de fogo não forem controlados.

No ano passado, a degradação da Floresta Amazônica foi descrita por um grupo de cientistas internacionais como um dos nove ‘pontos de transbordamento' no sistema climático da Terra, com mudanças que podem ser repentinas e dramáticas ao invés de graduais.
Este novo estudo adverte que apesar de as florestas sazonais serem bem mais resistentes a uma seca ocasional, elas também serão mais vulneráveis a incêndios, se o desmatamento e o uso generalizado de fogo não forem controlados.

No ano passado, a degradação da Floresta Amazônica foi descrita por um grupo de cientistas internacionais como um dos nove ‘pontos de transbordamento' no sistema climático da Terra, com mudanças que podem ser repentinas e dramáticas ao invés de graduais.


Em agosto do ano passado, o governo brasileiro lançou um fundo internacional para proteção da floresta e para ajudar a combater as mudanças climáticas. Ele pretende arrecadar mais de US$ 20 bilhões até 2021. O governo pretende reduzir o desmatamento em 70% nos próximos dez anos.

"Entender o contexto social, político e econômico será vital."

Texto adaptado de :  http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090210_amazoniaestudojamesrw.shtml

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fibra da casca do maracujá.


Reduz da taxa de colesterol e na diminuição da glicemia.
A casca do maracujá, transformada em farinha, diminui a taxa de açúcar no sangue e impede que o organismo absorva a gordura dos alimentos, fazendo você perder peso. E não tem contra-indicação.
Ela chegou ao mercado com a fama de ter o poder de baixar as taxas de açúcar no sangue, o que é ótimo para quem tem diabete. Mas, aos poucos, a farinha feita com a casca do maracujá também se revelou um excelente bloqueador de gordura. Ou seja, impede que o organismo absorva parte desse nutriente presente nos alimentos, ajudando você a perder peso.
A substância responsável pelo poder emagrecedor é a pectina, encontrada em grande quantidade na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A pectina é uma fração de fibra volátil que ao ser ingerida pelo organismo forma um gel, dificultando a absorção de carboidratos. A fibra de maracujá trabalha reduzindo a taxa de glicose, colesterol e auxiliando em programas de emagrecimento e no controle da diabete.Quando chega ao intestino, a pectina bloqueia a absorção da gordura dos alimentos.

USO

O consumo da farinha tem de ser diário: uma vez ou outra não é suficiente para surtir efeito. Por isso, varie o modo de acrescentá-la ao cardápio. Pode ser no suco, no iogurte, na salada, na sopa. O ideal é consumir uma colher de sopa (10 gramas, 47 calorias) antes das três principais refeições. Mas a nutricionista Anita Sacks, da Universidade Federal de São Paulo, avisa: "Não adianta usar a farinha de maracujá e abusar da gordura e do açúcar". Portanto, aproveite para cortar alguns excessos à mesa e faça algum tipo de atividade física (vale até uma caminhada de 30 minutos pelo bairro dia sim, dia não).
A farinha da casca do maracujá feita por laboratórios farmacêuticos pode ser encontrada à venda em farmácias e lojas de produtos naturais.
Não compre o produto em saquinhos sem identificação em barracas de rua ou feiras livres.
Se preferir, prepare a farinha em casa. Use, de preferência, maracujá orgânico (sem agrotóxico).

COMO FAZER

Lave 10 maracujás e mergulhe por 20 minutos numa mistura de água e vinagre. Corte-os ao meio, retire a polpa e guarde para fazer suco. Corte a casca em tirinhas, ponha numa assadeira e asse em forno médio por cerca de 30 minutos ou até que fiquem sequinhas. Espere esfriar. Bata no liquidificador (ou passe no processador) até obter uma farinha. Passe pela peneira e guarde num recipiente limpo e tampado.

RENDIMENTO: Aproximadamente 150 gramas.

NUTRIENTES EXTRAS

Niacina (vitamina B3): atua na produção de hormônios, melhora a ansiedade, ajuda no crescimento das crianças e protege as paredes do estômago.
Ferro: previne anemia e aumenta a disposição.
Cálcio: ajuda a fortalecer os ossos, além de melhorar a memória, a oxigenação das células e a circulação.


Texto adaptado de:
http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/Jornal85/nutricao_maracuja.aspx