segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dados indicam queda recorde de desmatamento na Amazônia.

O governo brasileiro trabalha com a indicação de que o desmatamento na Amazônia, no período 2009/2010, será o menor da série histórica, iniciada em 1977 - superando inclusive o resultado recorde verificado no período anterior (2008/2009).
O número oficial ainda está sendo processado pelo Prodes, sistema ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e será divulgado em novembro. Mas o Ministério do Meio Ambiente já considera “viável” esperar algo entre 5.000 km2 e 6.000 km2 de área desmatada no período.
Se o número for confirmado, o país terá antecipado, para este ano, a meta de desmatamento prevista para 2015, de acordo com Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Pelas metas, o desmatamento na Amazônia Legal terá de cair para 5.000 km2 até 2017.
O Brasil já havia registrado queda recorde no desmatamento no período de 2008/2009, quando as derrubadas somaram 7.400 mil km2.
A estimativa de novo recorde foi feita com base nos dados do Deter, levantamento via satélite também ligado ao Inpe, que fornece dados de forma mais rápida, mas menos precisos que os do Prodes.
De acordo o Deter, que não “enxerga” áreas desmatadas com menos de 25 hectares, o desmatamento na região amazônica chegou a 2.294 km2 entre agosto de 2009 e julho de 2010 – uma redução de 48% em relação ao período anterior.
Segundo o especialista do Greenpeace, os principais motivos por trás das reduções de desmatamento, geral, são “motivos de mercado”, como a produção de carne e de soja.
Enquanto o governo comemora a redução do ritmo de desmatamento na Amazônia, outro bioma vem perdendo terreno em ritmo acelerado: segundo dados do IBGE, o Cerrado brasileiro encolheu pela metade até 2008, na comparação com sua área original.
A situação desse bioma, que é o segundo maior do país em extensão, está sendo agravada este ano em função do aumento do número de queimadas. Até o início de setembro, foram registrados 8.113 focos de queimada – número 386% acima do verificado em 2009.
A seca é uma das causas, mas ambientalistas também estão preocupados com o “oportunismo” de alguns, que aproveitam o clima desfavorável para “incentivar” as queimadas.
A ministra do Meio Ambiente diz que o governo reconhece o problema, mas acrescenta que o plano de ação para o Cerrado, lançado na semana passada, deverá “facilitar” o trabalho de proteção da região.
Entre as ações, que envolvem 15 ministérios, está a demarcação de 5,5 milhões de hectares de terras indígenas e a oferta de crédito rural para os produtores que aderirem a um programa de recuperação, o que pelos cálculos do governo pode chegar a 8 milhões de hectares.

Texto adaptado de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100920_desmatamentometa_fb.shtml

domingo, 19 de setembro de 2010

Bactéria é usada para combater mau cheiro na Oktoberfest deste ano.

Organizadores da Oktoberfest, em Munique, na Alemanha, decidiram testar o uso de uma bactéria para combater o mau cheiro.

A partir de 2011, fumar vai ser proibido no famoso festival. Sem o cheiro do tabaco para disfarçar, há o temor de que o fedor de cerveja velha, restos de comida e banheiros portáteis tornem o ambiente insuportável.

Em julho de 2010, eleitores na Bavária votaram em favor da
proibição do fumo no Estado. A medida entrou em vigor em agosto.

Funcionários da Oktoberfest já vão começar a usar este ano uma solução contendo uma bactéria especial, Elbomex, que será espalhada no chão e nos corredores entre as mesas e os banheiros.

Mais de 6.000.000 de litros de cerveja devem ser bebidos durante o evento deste ano.

'Mau cheiro'

O produto Elbomex é fabricado por uma empresa da Bavária que vende lava-louças comerciais.

Originalmente, o produto era descrito como algo para renovar o solo, mas também serviria para encobrir o mau cheiro vindo de centros de tratamento de esgoto e estábulos, por exemplo.

Agora, os organizadores do festival esperam que o Elbomex também sirva para refrescar o ambiente da Oktoberfest, permitindo que os frequentadores continuem bebendo muita cerveja nas tradicionais canecas de um litro.

A exceção foi a Oktoberfest, que tem até 2011 para se adaptar. O festival deste ano vai até o dia 4 de outubro.

Texto adaptado de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100918_oktoberfestcheiro_is.shtml

sábado, 18 de setembro de 2010

"Savanização" da Amazônia.

Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas na Grã-Bretanha sugere que a Floresta Amazônica pode ser menos vulnerável a uma seca grave em consequência do aquecimento global do que se pensava anteriormente.
Porém os cientistas advertem que a rápida degradação da floresta tropical em função das mudanças climáticas provocadas pela ação humana permanece uma "possibilidade distinta" neste século.
Os cientistas pela primeira vez compararam simulações de dezenove Modelos Climáticos Globais com observações empíricas.
Suas principais conclusões foram:
  • Quase todos os modelos climáticos subestimam a quantidade atual de chuvas na Amazônia, porque não são capazes de identificar a peculiaridade da geografia da América do Sul.
  • Na parte oriental da Amazônia, atualmente úmida durante o ano todo, a floresta tropical pode se transformar em ‘florestas sazonais', com estações secas e estações úmidas.
  • Porém deve haver chuvas suficientes durante o ano para que a floresta não se transforme em savana (vegetação seca e rasteira).
  • A parte ocidental da Amazônia deve manter um clima e um padrão de chuvas condizente com a manutenção de uma floresta tropical, mas talvez não as margens mais secas ao norte e ao sul.
Outras projeções, incluindo as feitas pelo Painel do Clima da ONU, sugeriram que a parte oriental da Amazônia poderia ser gradualmente transformada em savana.

Este novo estudo adverte que apesar de as florestas sazonais serem bem mais resistentes a uma seca ocasional, elas também serão mais vulneráveis a incêndios, se o desmatamento e o uso generalizado de fogo não forem controlados.

No ano passado, a degradação da Floresta Amazônica foi descrita por um grupo de cientistas internacionais como um dos nove ‘pontos de transbordamento' no sistema climático da Terra, com mudanças que podem ser repentinas e dramáticas ao invés de graduais.
Este novo estudo adverte que apesar de as florestas sazonais serem bem mais resistentes a uma seca ocasional, elas também serão mais vulneráveis a incêndios, se o desmatamento e o uso generalizado de fogo não forem controlados.

No ano passado, a degradação da Floresta Amazônica foi descrita por um grupo de cientistas internacionais como um dos nove ‘pontos de transbordamento' no sistema climático da Terra, com mudanças que podem ser repentinas e dramáticas ao invés de graduais.


Em agosto do ano passado, o governo brasileiro lançou um fundo internacional para proteção da floresta e para ajudar a combater as mudanças climáticas. Ele pretende arrecadar mais de US$ 20 bilhões até 2021. O governo pretende reduzir o desmatamento em 70% nos próximos dez anos.

"Entender o contexto social, político e econômico será vital."

Texto adaptado de :  http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090210_amazoniaestudojamesrw.shtml