quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Alerta sobre infecções por microorganismos produtor de KPC (superbactéria).

Em função dos últimos registros no País de infecção hospitalar pela enzima Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) batizada de superbactéria, sem notificação de casos na Bahia para os órgãos competentes, a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde, unidade da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), recomenda aos hospitais que intensifiquem a vigilância, instituam as medidas de prevenção e controle para redução máxima possível das infecções e notifiquem imediatamente os casos ao Núcleo Estadual de Controle de Infecção.

De acordo com diretora de Vigilância Sanitária, Ita de Cácia, a resistência bacteriana é um importante problema de saúde pública, frequente no ambiente hospitalar, não só no Brasil, mas no mundo. Nesse contexto, várias bactérias apresentam habilidade para desenvolver mecanismos de resistência, destacando-se as Enterobacteriaceae.
Nesta família de microrganismos pode haver a produção de uma enzima KPC, um mecanismo emergente de resistência da Klebsiella pneumoniae e também de outros microrganismos, a exemplo da E. Coli, Enterobacter, e que podem causar infecções no trato urinário, respiratório e na corrente sanguínea.
A Sesab recomenda uma vigilância constante pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs), a fim de limitar sua disseminação porque a detecção da KPC confere resistência aos antimicrobianos carbapenêmicos, além de inativar penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos.
A secretaria também orienta aos profissionais de saúde a intensificar medidas como a higienização das mãos, as precauções de contato para casos suspeitos ou confirmados de qualquer microrganismo multirresistente, sobretudo por KPC, o uso racional de antimicrobiano, a investigação de casos suspeitos, principalmente avaliação de pacientes transferidos de outro hospital, e a vigilância microbiológica dos casos de infecção hospitalar, sempre que indicado. 

Texto adaptado de: http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SP mapeia moléculas que podem levar a remédio contra doença de Chagas

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos identificou e mapeou a estrutura de moléculas que podem prejudicar a produção de uma enzima do parasita Trypanosoma cruzi, causador do mal de Chagas. 

As moléculas descobertas podem interferir e interromper o ciclo de vida do parasita.

Segundo a pesquisadora Juliana Cheleski, que fez o estudo, concluído no último mês, o tempo necessário até a produção de medicamentos que atuem contra o parasita, é de, pelo menos, sete anos.

A pesquisadora faz a estimativa em um cenário em que todos os próximos estágios da pesquisa ocorram sem interrupção. "Na média, leva de 10 a 15 anos. Ou menos, cerca de sete anos, depende de quanto dinheiro vem".

A pesquisa foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A próxima fase da pesquisa serão os ensaios sobre toxicidade. O estudo feito até agora teve duração de dois anos.

Por seu ineditismo, a pesquisa ganhou o prêmio Sunset Molecular no 18º European Symposium on Quantitative Structure-Activity Relationships, congresso internacional ocorrido na Grécia em setembro.


sábado, 16 de outubro de 2010

Doenças tropicais negligenciadas afetam ‘silenciosamente’ 1 bilhão de pessoas, diz OMS

Doenças tropicais geralmente negligenciadas, como o mal de Chagas, a lepra, a dengue e a leishmaniose, ainda afetam cerca de 1 bilhão de pessoas em 149 países do mundo, mas de forma “silenciosa”, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
O Brasil é apontado no relatório como tendo incidência da maioria das 17 doenças tropicais listadas, que podem causar problemas como cegueira, úlceras e cicatrizes, dor severa, deformidades e danos em órgãos internos e no desenvolvimento físico e mental do paciente.
O relatório afirma, no entanto, que o controle desses males, mais comuns em áreas rurais e em favelas urbanas, é “viável”.
A OMS pede a continuação da ajuda de empresas farmacêuticas no controle das doenças, recomenda que os sistemas públicos de saúde fiquem atentos a mudanças nos padrões das doenças por conta de fatores climáticos e ambientais e sugere a coordenação entre agentes de saúde pública e agentes veterinários – para controlar a incidência de raiva, por exemplo.
O órgão lista “sucessos” no controle de males, como a erradicação da doença conhecida como “verme da Guiné”, não por conta de vacinas, “mas por educação em saúde e por mudanças comportamentais”.
“Essas doenças debilitantes, às vezes horríveis, são muitas vezes aceitas como parte da vida das pessoas pobres”, diz Margareth Chan, diretora-geral da OMS. “Mas estratégias podem quebrar o ciclo da infecção, da deficiência e da perda de oportunidades que mantém as pessoas na pobreza.”
O Brasil apresenta incidência de males tropicais como dengue, mal de Chagas, raiva, conjuntivite granulosa, leishmaniose, cisticercose, esquistossomose, tênia, hidática policística e “cegueira dos rios".
O relatório diz que o Brasil vivenciou um aumento nos casos de leishmaniose desde 1999. A doença, antes mais comum nas zonas rurais, “agora também aparece em áreas urbanas”, por conta da migração de pessoas do campo às periferias das cidades.
“No Brasil, os cães são o hospedeiro do parasita” da leishmaniose, que provoca, entre outros problemas, febre, fraqueza e anemia.
No caso da dengue, a OMS afirma que a doença ressurgiu na América Latina porque as medidas de controle não foram mantidas após a campanha para erradicar o Aedes aegypti, seu principal vetor, durante os anos 1960 e 70. “Grandes surtos acontecem atualmente a cada três ou cinco anos”, afirma o relatório.



Texto adaptado de: http://www.bbc.co.uk